Se não te portas bem, olha que o Pai Natal

15.12.17


O Pai Natal tem um ar de querido, mas, na verdade, ele é um fofinho apenas com os pais que fazem bom uso dele logo a partir de outubro, ou assim que as lojas se lembram que vem aí a época natalícia. E digo que é bom connosco porque dá imenso jeito controlar o comportamento das crianças recorrendo a outras pessoas com mais poder do que nós.

Ele é o Pai Natal, ele é aquele senhor que colocamos em frases como “não mexas que vem aí o senhor e o senhor ralha.” Já para não dizer da polícia que, tal como o Pai Natal, não está cá para nos proteger, mas antes para nos levar para a prisão sem qualquer remorso ou tolerância para nos escutar ou dar-nos a hipótese de redenção.

Este trio — o Pai Natal, o tal senhor e o polícia — cumpre os requisitos. Mete medo, ameaça e a criança, enquanto é inocente, vai acatando alguns dos pedidos dados por pais que também eles ouviram aquilo em crianças. O pior vem depois quando descobre que o Pai Natal não existe, que o senhor despega do turno às 18:00, e quer tudo menos levar crianças endiabradas para casa, e que a verdadeira função do senhor de azul é proteger-nos.

Então que venha a ameaça e o castigo agora impostos pelos pais… só que o castigo é a melhor forma de desresponsabilizar uma criança. E porquê? Porque ela não é envolvida na situação, não aprende com ela nem lhe é dada a possibilidade de reparar o que fez.

Então, a questão é: como é que a criança aprende? A criança aprende quando é acompanhada. E sim, isso não garante que ela tenha comportamentos adequados o tempo todo, mas é justamente nesses momentos que temos a melhor oportunidade para ensinar a fazer melhor na próxima vez.

É com a escolha dos comportamentos e tendo a noção do impacto dos mesmos que ela poderá começar a trabalhar uma competência fundamental na idade adulta e que tem o nome de autorregulação. A autorregulação é a capacidade que temos em gerir as nossas emoções e a capacidade de optar por aquilo que nos vai trazer mais vantagens.

Ora, hoje sabemos que este aspeto se treina e a criança necessita de um adulto com paciência, que consiga também gerir as suas mesmas emoções (e frustrações) e que lhe mostre como são os comportamentos mais adequados. E tu vais querer ter esse papel — afinal de contas é para isso que existes, para educares os teus filhos, e educar é corrigir comportamentos.

Não vais querer que ele não faça asneiras porque tem medo do trio de cima ou porque não quer ficar de castigo. Vais querer que ele faça o que faz porque percebeu do interesse de ser assim. E sim, dá trabalho, mas sabes o que ganhas? Ganhas uma relação sem teres de recorrer a ameaças ou a subornos.

Vês, nem o Pai Natal, nem o senhor, e muito menos o polícia, são para cá chamados. Feliz Natal!

Ah! E o Pai Natal existe — e é um querido para as crianças!

1 tema | 5 posts ** A Comunicação Positiva

10.12.17
Comunicar de forma positiva é muito mais do que dizer que sim a tudo. Ainda assim, quando aprendemos a comunicar desta forma é normal cairmos nessa tentação. Mais, é frequente acharmos que devemos levar tudo à letra. Talvez esse seja o grande erro que cometemos: fazer tudo by the book! Devemos ser assertivos, claros, diretos, imaculados e sem erros. Mas a vida real não é assim. É um processo onde se vai caminhando por tentativas e erros. E, nesta vida real há escolhas que são feitas. Quem é que disse que devemos ser assertivos o tempo todo?



Comunicar de forma positiva não é sobre manipular o outro mas antes sobre falar a nossa verdade e necessidades. É mais fácil de se dizer do que fazer. E por isso mesmo, esta semana apostamos neste tema e deixamos-te abaixo os 5 mais lidos!

1. Comunicação positiva - definição
2. Comunicação positiva e amor incondicional
3. Alternativas ao não 
4. Ensine o seu filho a dizer o que precisa
5. O poder da comunicação positiva contra o bullying!

Se ainda não subscreveste a nossa newsletter, está na hora de o fazeres para receberes, semanalmente, uma inspiração e uma newsletter cheia de informação sobre os temas da parentalidade!

O capítulo 4 do novo curso online dedica-se, de forma exaustiva, à questão da comunicação positiva e ao impacto que ela tem na relação com os nossos filhos. Vamos aprender a expressar as nossas necessidades, a comunicar da melhor forma para conseguirmos os melhores resultados. Vamos saber lidar com as insistências normais dos nossos filhos, com as birras e também com as frustrações e inseguranças. É na aula 4!



O poder da comunicação contra o bullying!

10.12.17

1 tema | 5 posts ** A Adolescência

3.12.17
Do nosso ponto de vista, a adolescência pode ser aquela fase que 'mete medo', em que se entra na idade do armário e da parvalheira.

No entanto, se bem conduzida, pode bem ser uma fase extraordinária (com tudo o que cada fase tem de difícil) e onde cada jovem se pode desenvolver de forma harmoniosa e dar num adulto decente. Basicamente, tudo aquilo que desejamos.

Durante esta semana navegamos por alguns dos muitos temas que dizem respeito a esta fase. Aqui ficam os 5 mais desta semana.


1. Porque a adolescência pode ser um período de crise
2. Em vez disto diz antes isto - Comunicação positiva com adolescentes!
3. O que dizer quando nos respondem torto
4. 4 coisas que precisas de ensinar ao teu filho antes de ele se tornar adolescente
5. Adolescentes e felicidade: um estudo


Mais, aqui

ESTUDO SOBRE A FELICIDADE E A ADOLESCÊNCIA

2.12.17


Sabemos que a felicidade não depende de estarmos satisfeitos ou felizes e de fazermos as coisas de que gostamos. Parte daquilo que nos deixa bem também está relacionado com a nossa saída da nossa zona de conforto, indicam vários estudos.

Mas. e no que diz respeito aos adolescentes? Esta tribo que parece sempre insatisfeita e com saltos de humor enormes?

Parece que os adolescentes têm uma forma diferente de se sentirem felizes. E parte está relacionada com correrem riscos. Muitos adolescentes consideram-se imortais e acreditam que são espertos o suficiente para que algo de mal lhes aconteça.

No entanto, um dado novo junta-se à equação. Quando os adolescentes são convidados a contribuírem, a ajudarem os outros, também estão a ultrapassar os seus limites: os do bem-estar, do conforto físico e emocional. Um sentido de realização profunda foi o que sentiram depois de contribuirem para o bem estar de outros.

Em qualquer idade, a ajuda voluntária e organizada parece contribuir para o bem-estar. Afinal de contas, se bem conduzidos, estes miúdos podem fazer coisas extraordinárias e sentirem-se bem em relação a elas

Dar Sentido ao Natal | Revista Parentalidade + nr. 5

1.12.17


Gente gira,

Hoje é dia de uma newsletter muito especial, e porquê? Porque é dia da nova edição da Revista Parentalidade + para leres e descarregares, gratuitamente! E está tão bonita e interessante!

Quisemos dedicar parte desta edição ao Natal e por isso o tema "Dar sentido ao Natal." De que forma é que, cada um de nós, dá sentido a esta altura do ano? E que sentido, já agora?

Tenho a certeza que vais adorar ler a grande entrevista ao Juiz Joaquim Manuel Silva. Vais ficar a perceber porque é que é considerado o Juiz que mais acordos consegue fazer em Portugal e porque é que com ele a justiça na área da família se está a tornar cada vez mais humanaUma conversa tão inspiradora e que me deu muita confiança para o futuro da família, em Portugal.

Mas, para além deste tema, encontrarás outros: duas bloguers que partilham a magia desta quadra connosco (descobre quem são!), saberás como escolher e seleccionar o livro infantil neste Natal, e terás também uma receita preparada especialmente para esta edição, da extraordinária Maria João Clavel! Falamos-te ainda acerca da parentalidade positiva no contexto do processo de intervenção psicológica, da importância da promoção das competências parentais na saúde. Juntamos ainda mais um convidado muito especial. O Ricardo Perez Nuckel, lembra-nos que temos muito para aprender com as crianças, nomeadamente no que toca à negociação. Já tinhas pensado nisso?

Lembra-te de descarregar o teu calendário do advento e, enquanto isso, fica a saber o que se passa na cabeça dos nossos filhos quando reflectem sobre o que é o Natal e espreita também como se vivem os dias 24 e 25 de Dezembro numa neonatologia.

Sabes, esta é uma edição que nos enche de orgulho. Não só pela qualidade dos artigos mas também pelo interesse dos temas e dos seus autores. Mais do que isso: esta revista que tens agora para ler só foi possível graças à colaboração de uma equipa incrível: fotografias, designer, autores e revisores. A todos, muito obrigada! Temos aqui um lindo serviço!!

Apressa-te a descarregar, a ler e a partilhar!

Boas festas, gente boa!

Um beijinho!

4 coisas que precisas de ensinar ao teu filho antes dele se tornar adolescente

29.11.17
Aqui ficam 4 coisas que precisas de ensinar aos teus filhos antes de se tornarem adolescentes:





1. Escuta a tua voz interior
Temos necessidade de dar respostas aos nossos filhos. Queremos sempre que tomem as melhores decisões mesmo que estas sejam induzidas (ou manipuladas) por nós. E, de repente, os miúdos deixam de conseguir ouvir a sua voz interior e aquilo que a sua consciência lhes dita. Deixam até de conseguirem pensar por eles e esta é uma realidade assustadora para as suas vidas presentes e futuras.
Então vamos parar de orientar e vamos explorar bem a arte das questões.
E quando eles não souberem o que responder, vamos colocar-lhes boas questões. Convida o teu filho a explorar o que é que a sua "vozinha" interior lhe diz.

2. Respeita os outros
Nestas idades os miúdos gozam muito uns com os outros. Insultam-se, pegam e brincam. Mas há brincadeiras que magoam. Fica atenta e, sempre que puderes, trabalha a empatia junto deles. Pergunta-lhes não só como é que eles se sentiriam no lugar do outro mas também se a intenção deles é magoar. E se a resposta for não, devolve-lhes uma nova pergunta: 'Então porque é que fizeste isso?'

3. Mantém a proximidade com os teus pais
Este é um discurso que nós, pais,  ouvimos algumas vezes na idade deles "Eu e a tua mãe somos as pessoas que mais te amamos e só te queremos bem!" Hoje sabemos que, muito possivelmente, a intenção dos nossos pais era mesmo aquela. É nossa missão é garantir que os nossos filhos se sentem próximos de nós. Precisamos de lhes mostrar tudo isso e dizê-lo. Muitas vezes.

4. Sabemos que vais ser pressionado pelos amigos
É normal e frequente. Então pensa! Tens mesmo de ir com o grupo todo? O que é que isso faz de ti? Como é que são os teus amigos que têm muita personalidade? Que características têm? E tu, que características desejas ter?

Nesta fase, mais do que orientar, precisamos de ajudar os nossos filhos a mergulharem no seu mundo interior e a encontrarem as suas respostas, as mais adequadas. Parte da formação - a que muitas vezes chamamos de educação - já foi passada. Agora é ativar tudo aquilo que eles aprenderam. E isso só se faz com boas questões!

Mais aqui.


O que dizer quando nos respondem torto

27.11.17
Nos últimos tempos tenho recebido imensas mensagens a pedirem-me dicas sobre como lidar com os miúdos quando estes começam a responder torto.

Uma das dicas que gosto sempre de ensinar tem a ver com a escuta ativa. O que é que a criança nos está mesmo a dizer? A pergunta parece óbvia mas a resposta nem sempre o é!

Aqui fica uma lista que espero seja útil!





www.parentalidadepositiva.com

1 tema | 5 posts ** Resiliência na criança

26.11.17


A resiliência é uma competência e, como tal, pode e deve ser trabalhada nos nossos filhos e em nós.

Mas, afinal de contas, o que é mesmo a resiliência? É a capacidade que temos, depois de termos sido expostos a uma situação de stress, de darmos a volta por cima e superarmos a adversidade. É mais fácil dizê-lo do que fazê-lo. Daí que os últimos estudos apontem que a presença de um adulto seguro ao longo do processo de crescimento da criança seja fundamental [espreita os últimos posts acerca do vínculo e do reconhecimento/elogios porque te vão dar uma enorme bagagem para o tema desta semana].

Será que nascemos resilientes? Sim, alguns de nós nascemos com traços que nos permitem sê-lo. No entanto, se não formos expostos a situações que nos permitam trabalhá-la, então pouco iremos desenvolvê-la.


E a partir de quando é que a criança se torna resiliente? Desde o momento em que é concebida. As suas fragilidades e superações fazem dela mais forte. Um outro exemplo é aquela fase em que chora assim que deseja algo e a fase que se segue em que aprende a esperar. Isso é resiliência. E precisamos de a trabalhar. Darmos uma recompensa à criança porque não pode ter um determinado objecto é uma equação muito perigosa porque ela não vai ser capaz de perceber que se sobrevive a muitas situações desafiadoras. 



Aqui ficam os 5 posts desta semana:

A resiliência e a ciência por trás dela!

26.11.17



Esta semana temos vindo a falar sobre resiliência no Facebook da escola e aqui, se queres saber um bocadinho mais espreita!


Tenho uma boa noticia para ti, a resiliência pode ser trabalhada. Não é uma capacidade inata, é construída a partir da relação entre as disposições internas e as experiências que temos ao longo da nossa vida. Assim, há vários estudos que identificam a existência de uma relação segura com um adulto que responda de forma adequada às situações de adversidade, como uma chave para o desenvolvimento da resiliência na criança. Esta relação permite que criança viva experiências positivas, mas também possa desenvolver a capacidade de adaptação e de dar a volta em situações de adversidade.


O capacidade de domínio sobre circunstancias da vida, a capacidade de auto-regulação, as funções executivas e a capacidade para lidar com as ameaças à integridade física e social, também são importantes para o seu desenvolvimento.

Ao longo desta semana temos vindo a publicar formas de trabalhar a resiliência na página da Escola. Passa por lá!

5 dicas para trabalhares a resiliência dos teus filhos

23.11.17


No último post, falei-te sobre resiliência. Como te disse, é uma competência que, para mim, é mesmo importante promover junto dos meus filhos. Num mundo que muda sem que nos demos conta, manter o centro, lidar com as emoções e saber recomeçar ou criar um novo e diferente início é fundamental.

Mas como é que se promove a resiliência?, perguntas tu. É uma boa questão, vou contar-te como faço  em casa, com os meus filhos:

Apoiar
Quando se sentem apoiados, sentem-se confiantes e aventuram-se. E mesmo que possa correr menos bem, a certeza que têm uma rede e um apoio é-lhe suficiente.

Promover
Promovo a literacia emocional, para que possam reconhecer os seus sentimentos e emoções,  permitindo a sua verbalização e auto-regulação, essencial para ultrapassar e seguir em frente (podes desenvolver a tua autorregulação aqui.).

Escutar
Escuto, empaticamente, acolhendo o que têm para me contar, sem procurar salvá-los.

Dar poder
Fazemos brainstorming. Quando partilham alguma situação que lhes causa desconforto, convido-os a pensarem em soluções e sugiro outras. Ao identificarmos estas estratégias, estamos a dar-lhes ferramentas que podem utilizar noutras situações de adversidades de forma autónoma. Por exemplo, no outro dia fui com o meu filho ao supermercado e ele andou com um carrinho pequenino, daqueles para crianças. Quando terminamos as compras queria trazê-lo para casa. Confrontado com a impossibilidade de o fazer ficou triste e depois zangado. Escutei-o e expliquei-lhe que era mesmo assim, que aquela era a regra. Mas ele não conseguiu compreender, achou tudo uma grande injustiça e pareceu-me que ia continuar a insistir. Então decidi fazer o que tinha de fazer. Dei-lhe poder. Perguntei-lhe se gostaria de dizer o que achava aos responsáveis do supermercado. Assim surgiu a ideia de escrever uma carta. Acabamos por não a enviar, mas a tristeza e zanga do pequeno foram ultrapassadas e devagarinho vai sendo cada vez mais natural para ele focar-se em encontrar soluções.

Partilhar
-Partilho, no dia-a-dia situações de adversidade com que me deparo e as estratégias que utilizo para resolver. Por exemplo, esta semana depois de ter estado uma manhã inteira a gravar áudios (mais tarde conto-te porquê ;) ), vi que tinha usado uma aplicação que não me permita passa-los para o pc. Dizer que fiquei irritada é pouco, mas felizmente e rapidamente percebi que não valia a pena. Aquele sentimento não me ía levar a lado nenhum. Preciso e preciso dos áudio, por isso vou ter que os repetir, mas vou garantir que a aplicação que vou utilizar tem todas as funcionalidades que necessito. Ao jantar partilhei com eles o que se tinha passado e a forma como resolvi, comigo, a situação.


Gostava de saber como é que tu fazes?

Afinal o que é ser-se resiliente?

21.11.17

Esta semana vou falar-te sobre resiliência. Enquanto mãe, esta é uma competência que tenho o cuidado de promover junto dos meus, sabes porquê? Anda daí que te vou explicar!



O que é a resiliência?


A resiliência é a capacidade que um material tem de voltar ao seu estado natural depois de ter sofrido pressão.



E o que é que isto tem a ver com crianças?
Tudo.

No nosso dia-a-dia, somos confrontados com um conjunto de adversidades e é natural que estas adversidades despertam sentimentos como tristeza, frustração, ansiedade… Por isso é importante dar a volta, sem que nos venham salvar dessas situações. Como é que fazemos isso? O primeiro passo é reconhecer o que estamos a sentir, para que, num segundo passo, e de forma voluntária e consciente, encontremos uma solução.

É esta competência que espero promover diariamente junto dos meus filhos... afinal, essa é a minha maior missão -torná-los independentes, sobretudo em termos emocionais.

Expectativas e crenças limitadoras

20.11.17



Temos muitas expectativas em relação a nós e aos outros. E não contentes, criamos ainda mais expectativas em relação àquilo que achamos que os outros acham de nós. E, de repente estamos numa bola de neve tão grande que deixamos de conseguir pensar direito. Deixamos de conseguir tomar as melhores decisões. E passamos a ser consumidos pelos nossos medos. E isto pode, simplesmente, destruir-nos.

Há umas semanas, a Maria [vamos chamá-la assim] fez uma sessão de coaching e aconselhamento comigo. A Maria é mãe de uma criança pequena, com menos de 2 anos e também é educadora na escola da menina. A pequena está numa fase caracterizada por comportamentos específicos, alguns difíceis de lidar (para a própria e adultos) e numa altura em que pede muito pela mãe. Sobretudo porque a sabe tão perto. 
A Maria chegou-me preocupada, consumida, não sabendo o que fazer. Trabalhamos a questão, os desafios e as soluções da situação. E também trabalhamos a questão das expectativas.


- Quem é que disse que por ser educadora de infância que a filha não iria ter comportamentos difíceis?
- Quem é que disse que por ser filha de uma educadora de infância, a menina seria mais serena, compreensiva e pausada, sobretudo aos 2 anos (que ainda não os tem)?
- Quem é que lhe disse que seria fácil para a filha diferenciar a Maria no papel de mãe e no papel de educadora aos 2 anos? Há adultos que trabalham com os pais e que nunca conseguem separar os papeis.

Desse ponto de vista, então os filhos dos médicos não poderiam ficar doentes nem os filhos dos professores chumbariam de ano. Mais: um médico especialista numa determinada área nunca sofreria da doença que trata, um advogado nunca teria problemas com a lei nem um psicólogo necessitaria de apoio a esse nível. Já agora, e no meu caso específico, os meus filhos nunca poderiam fazer uma birra, nem serem desobedientes, e responderiam sempre com bons medos.

Ninguém disse que é fácil. Mas é urgente: precisamos de tirar estas crenças limitadoras da nossa cabeça. Quando o conseguimos sabemos que é libertador e ficamos a saber que as maiores expectativas são as nossas, afinal de contas. Só podemos controlar o nosso comportamento. É bom que nos possamos lembrar disso todos os dias. É para isso que este post serve, de lembrete!

Boa semana!

Para que não nos esqueçamos sobre o que é a missão pijama!

19.11.17



Podemos ler no site da Mundos de vida, que a Missão Pijama é uma iniciativa criada [...] em 2012, com a finalidade de sensibilizar o país para o "direito de uma criança crescer numa família", promover o acolhimento familiar de crianças e reduzir o número de crianças institucionalizadas.
Para além de ser o dia do Pijama, a 20 de Novembro assinala-se também a Convenção sobre os direitos da Criança [que vale a pena ser lida!].


A iniciativa da Mundos de vida é de louvar porque ela pretende não só sensibilizar os adultos mas, acima de tudo, todas as crianças para uma realidade que, a maior parte, desconhece e não entende. Foi essa a reação dos meus filhos quando lhes expliquei os porquês deste dia tão simbólico.


No entanto, fui-me apercebendo que há muitas crianças que não sabem porque vão amanhã de pijama para a escola. Algumas foram este fim-de-semana comprar um pijama novo para levar para a escola porque era o dia do pijama. Se lhes perguntarmos se conhecem o significado, algumas dirão que é uma festa do pijama. E é uma pena quando isso acontece porque o significado do dia fica todo perdido.
Vai-se de pijama porque é em casa que vestimos o pijama - o pijama é um aconchego, aquece-nos e deixa-nos confortáveis, tal como nos devemos sentir em família.


Amanhã, antes de saíres de casa procura passar a informação aos teus filhos. E a moedinha que vai na caixinha... se eles tiverem um mealheiro, deixa-os tirar de lá. "No Dia Nacional do Pijama as crianças são convidadas a ajudar outras crianças. Por isso, esta inciativa tem um valor educativo especial porque promove o valor da solidariedade, o saber partilhar e o sentido da amizade."

1 tema | 5 posts ** Elogio VS Reconhecimento

19.11.17


Ao longo desta semana quisemos mostrar-te como é que os elogios podem ser cheios de significado, em vez de serem potencialmente vazios e só criarem dependência.

Para que nada te falte, ficam aqui os 5 posts em jeito de compilação, para que possas fazer diferente aí por casa.

1. Definição de reconhecimento 
2. O poder do reconhecimento para a auto-estima do teu filho
3. Como se faz o elogio em vez do reconhecimento?
4. Mas eu acho que devia ter sido mais elogiada quando fui pequena...
5. Estudo: elogiar cria crianças inseguras

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